Durante todo o século XX o consumo de música esteve associado à mídia que a continha, fosse um disco de vinil, uma fita K7 ou um CD. Ou seja, a engrenagem financeira que sustentava artistas e gravadoras girava em torno de um produto físico tangível.

A partir do momento que a música se tornou um arquivo volátil e fácilmente compartilhável, os artistas precisaram se reinventar. Eles então perceberam que o seu nome (ou o nome da sua banda) era uma marca que poderia ser associada a diversos produtos de consumo, transcendendo a mídia de suas canções.

Uma das pioneiras neste processo foi a banda Kiss que, além das tradicionais camisetas comercializadas nos shows, possui uma vasta coleção de objetos licenciados que vão desde cadernos escolares até miniaturas dos integrantes da banda.

Além disso, a mesma internet que decretou a queda nas vendas dos CDs, proporcionou uma aproximação dos artistas com seu público, estimulando o consumo dos seus produtos e a venda de ingressos para os shows. Sem falar na divulgação de outros tipos de conteúdo e na democratização da entrada de novos talentos no mercado, já que não são mais os executivos das grandes gravadoras que decidem o que fará sucesso ou não.

Esta é uma lição que vale para qualquer atividade: sempre que o cenário muda e um negócio é ameaçado de extinção, é sinal de que muitas outras oportunidades estão surgindo para quem souber identificá-las. Então o jeito é ficar de olhos e ouvidos atentos, porque o show vai continuar com ou sem você.

 

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