Empreendimentos enfrentam cenário de incertezas na economia, consumidores exigentes e concorrência acirrada.

Mesmo em um período recessivo, a indústria de shopping centers no Brasil apresenta resultados positivos. Os mais de 500 empreendimentos no país faturaram R$157,9 bilhões em 2016 com um crescimento de 4,3%. Mas para fazer frente aos novos desafios que se apresentam como o amadurecimento do mercado, o impacto da tecnologia e a concorrência do e-commerce, os shoppings não podem ficar presos às fórmulas que deram certo até agora. Dentre as novas tendências, separamos quatro que já estão em prática em outros mercados e que tem maior potencial de prosperarem na realidade brasileira.

Em Minority Report, uma visão tecnológica do shopping do futuro.

Assumir o papel de rede social offline para enfrentar o e-commerce.

Segundo a ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), o e-commerce no Brasil cresceu mais de 11% em 2016, atingindo hoje 5,4% das vendas do varejo. Para enfrentar este desafio os shoppings precisam potencializar as razões pelas quais as pessoas os frequentam além da compra em si. E entre elas está o entretenimento, o encontro com pessoas, a experiência de estar com a família e amigos ou simplesmente espairecer. E neste contexto o shopping pode assumir o seu papel de rede social offline ao humanizar suas instalações e proporcionar uma conexão emocional que crie um vínculo com o frequentador.

Entretenimento consolida seu status de âncora.

Nos mercados mais maduros os shoppings investem no entretenimento para atrair consumidores. Espaços como boliches, parques de diversões, aquários, áreas infantis, espaços para eventos esportivos e para exibições de alta qualidade estão se tornando as novas âncoras para os shoppings americanos, já que apenas salas de cinema não estão mais sendo suficientes. Alguns empreendedores estão desenvolvendo e operando seus próprios espaços de entretenimento para enfrentar a carência de opções disponíveis nesta área. Um exemplo é o shopping Mall of America, de Minneapolis, que opera sua principal atração: o parque temático indoor Nickelodeon Universe.

Nickelodeon Universe –  Mall of America:

Um espaço para trabalhar e morar.

Além da concorrência de outros shoppings, lojas de rua e canais de venda online, dificuldades com a mobilidade urbana podem afetar o fluxo dos shoppings. Dentre as estratégias possíveis para enfrentar estes desafios está a transformação dos empreendimentos em centros de convivência com a incorporação de apartamentos e escritórios às suas estruturas físicas. O fluxo natural de pessoas que habitam, trabalham ou buscam serviços nestas unidades é um gerador de tráfego constante que compensa a eventual redução de visitas dos frequentadores mais distantes.

Qualificação da gastronomia

Cada vez mais os shoppings brasileiros percebem o potencial dos restaurantes para atrair e fidelizar clientes. E não estamos falando dos fast-foods que se encontram em todas as praças de alimentação, mas de restaurantes que possuem reputação junto aos consumidores e que ocupam espaços maiores em áreas diferenciadas do mall. Uma operação com estas características já é tratada como uma nova âncora por alguns empreendimentos.

 

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