A privatização do espaço.
A privatização do espaço.

A privatização do espaço.

Dos mais de sete bilhões de pessoas no mundo, quantos gostariam de dar uma voltinha fora do planeta? E quantos teriam condições de pagar por isso? Seja qual for a resposta, o turismo espacial parece ser um mercado bastante promissor já que é disputado por pouquíssimos players, tem elevadas barreiras de entrada e alta rentabilidade.

A última vez que o homem pisou na Lua foi há 48 anos, em dezembro de 1972. Com o fim da guerra fria não havia mais justificativa para gastos tão elevados com programas espaciais dos governos da Rússia e dos Estados Unidos. Esta retração dos investimentos públicos aliada à evolução tecnológica dos aviões suborbitais que ocorreu a partir dos anos 2000 converteu-se em oportunidades para a iniciativa privada investir no setor, especialmente para financiar missões tripuladas que possuem maior apelo e capacidade de retorno financeiro.

As principais empresas desta nova modalidade de negócio tem por trás visionários que já obtiveram sucesso em outras atividades como Richard Branson, Jeff Bezos e Elon Musk.

Virgin Galactic

Um dos grandes investidores deste novo mercado é o bilionário britânico Richard Branson, fundador do Grupo Virgin.

Um dos grandes investidores deste novo mercado é o bilionário britânico Richard Branson, fundador do Grupo Virgin com negócios que envolvem música, aviação, vestuário e biocombustíveis. A sua empresa, a Virgin Galactic oferecerá, a partir do final de 2018, voos comerciais para o espaço por 250 mil dólares, soma bem mais em conta do que os 20 milhões de dólares pagos aos russos pelo americano Dennis Tito para ir ao espaço em 2001. As primeiras viagens da companhia já contam com uma lista de espera com centenas de pessoas, muitas delas famosas como Leonardo DiCaprio, Angelina Jolie e o físico Stephen Hawkin, além de uma dezena de brasileiros.

Blue Origin

Criada pelo fundador da Amazon, Jeff Bezos, a Blue Origin tem como meta fazer o primeiro voo tripulado pago ao espaço em 2020. O projeto prevê levar passageiros aproximadamente 100 quilômetros de altura onde, por cerca de quatro minutos, poderão observar a curvatura da terra com sensação de gravidade zero. Para a jornada será utilizado um foguete que carregará uma cápsula com capacidade para seis passageiros. Ao chegar na altitude limite, a cápsula se desconecta e o foguete volta para a Terra para ser reutilizado. O retorno da cápsula se dá através de paraquedas.

Os principais apelos da Blue Origin são as grandes janelas que possibilitam uma ampla visualização da Terra e o tamanho da cápsula que permite aos passageiros circularem livremente durante os quatro minutos de observação. O valor da viagem ainda não foi divulgado.

Lançamento e pouso do foguete retornável e da cápsula da Blue Origin

Space X

A SpaceX foi fundada pelo empreendedor Elon Musk, que tem em seu currículo empresas como Tesla e Pay Pal.

Fundada pelo empreendedor Elon Musk, que tem em seu currículo empresas como Tesla e Pay Pal, a Space X tem como objetivo levar quatro turistas a uma viagem espacial até o segundo semestre de 2020.

Embora não existam detalhes sobre a preparação dos viajantes – ou até mesmo sobre as especificações da viagem, a SpaceX acredita estar preparada para a operação.

Durante os últimos anos, a companhia do empresário sul-africano Elon Musk desenvolveu, como parte de um acordo com a agência espacial Nasa, uma nave que seria capaz de levar astronautas para a Estação Espacial Internacional. Essa nave recebeu o nome de Dragon e, após finalizados os testes de lançamento, a companhia concluiu que ela está apta para realizar o transporte.

Depois de décadas de poucos avanços na conquista do espaço, parece que a humanidade está pronta para retomar o caminho da fronteira final. Mas desta vez o que vai ditar o ritmo destes avanços não é algum objetivo militar, mas a possibilidade de retorno financeiro.

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